Arquitetura e Urbanismo
Flexibilidade como atributo essencial na arquitetura residencial
Layouts adaptáveis acompanham diferentes perfis e ciclos de vida e reduzem áreas improdutivas Por Thabata Martin | Dia 24/07/2026
Tudo o que é mais flexível tende a ser mais atual. Na arquitetura residencial, essa lógica ganha relevância diante de modos de vida cada vez menos previsíveis. Famílias crescem, diminuem, reorganizam rotinas e incorporam novas formas de trabalhar e viver. Se a vida muda, a planta também precisa estar preparada para mudar.
A inovação, nesse contexto, não está apenas em criar novos ambientes, mas em evitar que o projeto determine uma única maneira de morar. Circulações excessivas, espaços residuais e ambientes excessivamente rígidos dão lugar a plantas que aproveitam melhor a metragem e admitem diferentes configurações ao longo do tempo.
“Projetar uma planta exige pensar além do primeiro morador e do momento da entrega. Quando reduzimos áreas improdutivas e criamos espaços que podem assumir diferentes funções, damos ao imóvel mais possibilidades de uso e uma relação mais duradoura com as transformações da vida”, afirma o arquiteto Flavio Schiavon, sócio-fundador da Baggio Schiavon Arquitetura.
Liberdade de ocupação associada à paisagem
Essa premissa está presente no projeto arquitetônico assinado pela BSA para o Kós, empreendimento da incorporadora catarinense Daxo, localizado em Balneário Piçarras. Com 25 pavimentos e 40 unidades, o edifício foi concebido a partir de uma relação sensível com a paisagem, com amplas áreas envidraçadas que valorizam as vistas para o mar e as montanhas.
A organização interna busca reduzir áreas improdutivas e direcionar a metragem para espaços de uso efetivo. As configurações permitem diferentes formas de apropriação dos ambientes, conciliando a relação com o entorno à liberdade para que a moradia responda aos seus ocupantes.

Render interno de apartamento no Joá. Foto: Acervo BSA
Acolhimento para diferentes formas de morar
Em Curitiba, a BSA também assina o projeto arquitetônico do Joá, da incorporadora Laguna, no Cabral. Com 32 unidades distribuídas em seis pavimentos, o projeto parte do conceito de acolhimento e da vocação residencial do bairro.
As plantas apresentam metragens e tipologias variadas, com configurações adaptáveis às diferentes necessidades das famílias. A diversidade de soluções permite reorganizar usos e aproveitar melhor os espaços, evitando que o imóvel fique condicionado a um único perfil de morador.
“No Joá, partimos da compreensão de que não existe uma única configuração familiar nem uma rotina permanente. O projeto procura acolher essa diversidade com plantas que oferecem alternativas reais de uso, sem perder a identidade e a coerência arquitetônica”, afirma Schiavon.
Fotografias: Acervo BSA
Saiba mais sobre a Baggio Schiavon Arquitetura em www.bsa.com.br
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