Arquitetura e Urbanismo
Conforto térmico passivo no verão: estratégias de arquitetura para reduzir o calor
Sombreamento, ventilação cruzada e orientação solar elevam o bem-estar e reduzem o uso de ar-condicionado Por Baggio Schiavon | Dia 23/01/2026
O verão brasileiro é um teste direto para o desempenho dos edifícios. Em cidades com insolação intensa, umidade elevada e dias mais longos, o desconforto térmico afeta a rotina, amplia o consumo de energia e compromete a percepção de qualidade de um imóvel.
Mais do que “resfriar” ambientes, a arquitetura busca equilíbrio. Ao antecipar o comportamento do sol e do vento, o projeto controla a entrada de radiação, estimula a ventilação natural e cria espaços mais estáveis ao longo do dia. O resultado aparece tanto no bem-estar quanto na eficiência.
Entre as soluções mais relevantes para enfrentar o calor de forma inteligente, elementos como brises, recuos e varandas funcionam como filtros, permitindo conforto sem eliminar a luminosidade natural. Quando bem dimensionados, esses recursos também contribuem para a durabilidade de esquadrias e acabamentos, além de qualificar a leitura arquitetônica da fachada.
Outra estratégia decisiva é a ventilação cruzada, que aproveita a diferença de pressão entre aberturas para criar fluxo de ar constante. No verão, ela reduz a sensação de abafamento, melhora a qualidade do ar interno e aumenta a troca térmica dos ambientes. Trata-se de uma escolha que nasce na planta, na organização dos espaços e na posição de janelas e circulações, exigindo intenção desde a concepção do projeto.

Por fim, a orientação solar é um dos fatores que mais determinam o comportamento técnico de uma edificação. Ela influencia quanto calor entra, em quais horários e por quais superfícies. Um estudo criterioso permite controlar melhor a insolação, organizar aberturas e proteções de forma mais eficiente e reduzir a necessidade de climatização ao longo do dia. Na prática, é uma decisão que afeta conforto, performance e valor percebido.
Esse raciocínio se aplica também a projetos residenciais em contexto urbano, como o residencial Gries, localizado em Curitiba, Paraná, em frente ao Museu Oscar Niemeyer (MON). Com arquitetura moderna, minimalista e atemporal, o projeto valoriza linhas, retas e luz natural, em diálogo com o entorno cultural, e propõe uma experiência urbana que integra arte e natureza como parte do bem-estar.
Assinado pela Baggio Schiavon Arquitetura (BSA), o empreendimento utiliza cobogós como um recurso que reúne desempenho e linguagem. Além de funcionarem como filtros de luz e barreiras para a radiação direta, elas favorecem a ventilação e criam sombras que contribuem para reduzir o ganho de calor, especialmente em fachadas mais expostas. Ao mesmo tempo, oferecem privacidade sem bloquear totalmente a relação com o exterior e agregam textura e profundidade ao desenho arquitetônico.
Na BSA, o conforto térmico passivo é tratado como parte da inteligência do projeto e da entrega de valor ao mercado imobiliário, conectando desempenho ambiental, qualidade de uso e escolhas arquitetônicas que qualificam a experiência. “No verão, soluções como sombreamento e ventilação natural deixam de ser um detalhe técnico e passam a ser um componente de qualidade de vida. A arquitetura precisa antecipar o clima e criar ambientes mais equilibrados, com eficiência e conforto no uso diário”, afirma Flavio Schiavon, arquiteto e sócio do escritório.
Saiba mais sobre a Baggio Schiavon Arquitetura em www.bsa.com.br
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