Arquitetura

Como será o transporte coletivo do futuro? Conheça as novas ideias que podem ganhar vida até 2050

Especialistas tentam projetar e prever como serão os meios responsáveis por transportar pessoas nas grandes cidades nas próximas três décadas.

Você consegue imaginar como será a sua cidade daqui 30 anos? Especialistas das mais diversas áreas têm se debruçado sobre projetos e pesquisas para tentar entender como será o transporte coletivo do futuro. Aquilo que será construído nos próximos cinco anos será suficiente para atender a população por quanto tempo?

Nas grandes cidades o problema é mais grave. Locais que experimentaram um aumento populacional significativo nas últimas décadas viram as suas soluções de transporte coletivo ficarem pequenas para dar conta de um fluxo tão grande. Evitar que a “vida útil” de sistemas inteiros seja reduzida pela metade é uma das missões dos urbanistas.

A automação e o uso de dados para ordenar os meios de transporte de maneira mais inteligente são passos que estão sendo pensados nesse momento. Todavia, em se tratando de futuro, quais soluções podemos esperar que virão por aí?

Direção cada vez mais automatizada

Uma das maneiras encontradas para tornar o transporte coletivo mais ágil foi automatizar os sistemas. Uma reportagem publicada pela revista Exame apontou que em Paris, na França, o simples fato de automatizar algumas linhas de metrô permitiu a redução do intervalo entre um trem e outro de 105 segundos para 85 segundos. Essa simples diferença permitiu aumentar a capacidade de passageiros em quase 50%.

Em termos técnicos, outros benefícios também foram percebidos, como a redução de 15% no consumo de energia. Por fim, as informações obtidas por meio de sistemas automáticos permitiram que fosse possível reduzir os problemas técnicos, antecipando eventuais manutenções antes que falhas ocorressem.

Veículos compartilhados

Uma das revoluções que os smartphones trouxeram para as nossas vidas foi a substituição, em partes, da cultura do “ter” pela cultura do “poder”. Em outras palavras, isso significa que gerações mais jovens estão crescendo muito mais acostumadas a usar serviços do que a possuir itens. Podemos citar como exemplo o consumo de filmes e de softwares. Antes, comprávamos uma mídia física, que era nossa para sempre. Hoje, pagamos uma licença temporária para usufruir dos mesmos benefícios.

Esse pensamento também vem sendo aplicado aos transportes coletivos. É grande o número de pessoas que têm deixado de lado os seus carros para andar com serviços como Uber ou Cabify. A procura dos jovens pela carteira de habilitação também caiu. Os carros deixaram de ser vistos como posses absolutas e passaram a ser encarados como utilitários. Dessa forma, serviços de compartilhamento de rotas (caronas) ou mesmo de veículos, tendem a crescer.

Redução significativa do uso de combustíveis poluentes

Os combustíveis fósseis estão com os dias contados, se depender de alguns países desenvolvidos. A Alemanha pretende banir os carros a diesel e gasolina até 2030, incentivando o uso de veículos elétricos e híbridos. No Reino Unido, há subsídios para a compra de veículos elétricos, o que fez com que a procura por esse tipo de automóvel aumentasse.

O fato é que em muitas localidades a busca por reduzir a emissão de poluentes deve impactar significativamente nos meios de transporte. Carros compartilhados, elétricos ou híbridos, e trens e metrôs automatizados e elétricos devem ganhar cada vez mais espaço, deixando para trás toda e qualquer ideia “emissora da fumaça” que ainda tenha resistido.

Redes de transporte via tubos

Elon Musk, o CEO da Tesla Motors e uma das mentes mais brilhantes da indústria moderna, trabalha para desenvolver o seu Hyperloop. Trata-se de um trem de alta velocidade que circularia por uma espécie de túnel fechado sob a terra. Ele seria capaz de fazer uma viagem de Los Angeles para San Francisco – cerca de 615 quilômetros – em apenas 40 minutos.

O que hoje parece uma ideia saída dos livros de ficção científica, muito em breve pode ser realidade. A empresa de Musk já começou a captar recursos para fazer os primeiros testes com essa tecnologia e, embora existam muitas barreiras técnicas a serem superadas, cientistas garantem que a ideia é possível – embora seu custo de execução seja alto.

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Quais são as suas expectativas para o transporte coletivo do futuro? O que você gostaria de ver implantado em sua cidade, se fosse possível?