Biofilia como valor

Projetos que integram natureza com rigor técnico ampliam liquidez, percepção de qualidade e desempenho no mercado imobiliário

Biofilia como valor

A incorporação da natureza ao projeto arquitetônico passou a interferir diretamente na leitura de valor de um empreendimento. Essa relação se estabelece por decisão técnica e começa desde a implantação até a experiência cotidiana dos usuários.

Na prática da Baggio Schiavon Arquitetura (BSA), esse raciocínio orienta o desenvolvimento dos projetos, com a natureza sendo considerada desde as primeiras definições de implantação, volumetria e relação com o entorno.

O mercado responde com rapidez a espaços que oferecem qualidade ambiental consistente. Luz natural, ventilação, presença de vegetação e relação visual com a paisagem passam a atuar de forma integrada na decisão de compra.


Paisagem como parte da arquitetura

Quando a vegetação participa da estrutura do projeto, ela organiza o espaço. No Jardins Artefacto, com projeto arquitetônico da BSA e empreendimento SWELL, a arquitetura trabalha com amplas superfícies envidraçadas alinhadas ao conceito de open view, permitindo a entrada de luz natural e estabelecendo uma conexão direta com o exterior.

Esse recurso reposiciona a relação entre interior e paisagem, trazendo o entorno para dentro da experiência do morador. Os brises móveis permitem o controle de iluminação e privacidade, enquanto introduzem variação na leitura da fachada e enquadram a paisagem em diferentes momentos do dia.

Implantação e leitura do terreno

A forma como o projeto se apoia no terreno define a qualidade da integração com a natureza. No Solaia Garden Home Resort, empreendimento da A.Yoshii, essa decisão parte de uma condição concreta: um terreno de mais de 33 mil metros quadrados, com aproximadamente metade da área composta por bosque nativo.

A implantação organiza as cinco torres a partir de formas orgânicas, conectando o conjunto à paisagem existente. A grande laje térrea estabelece um plano contínuo de circulação, permitindo percursos mais naturais entre jardins, áreas de descanso e contemplação, enquanto o fluxo de veículos é absorvido no subsolo.

Essa estratégia qualifica o uso ao liberar o térreo para o pedestre e reforça a leitura do empreendimento como extensão do ambiente natural.

Permanência

A presença da natureza altera a dinâmica de uso dos espaços. No Solaia, áreas comuns e sociais se distribuem com vista para o bosque, criando uma relação constante entre permanência e paisagem. No Jardins Artefacto, a conexão visual contínua amplia a percepção de amplitude e conforto dentro das unidades.

Essa construção influencia o tempo de permanência e redefine a forma como os espaços são apropriados ao longo do dia.


Valor de mercado

Ambientes com maior qualidade ambiental são reconhecidos com mais rapidez pelo usuário. Esse reconhecimento encurta o processo de decisão e fortalece a escolha.

Do ponto de vista imobiliário, essa leitura se traduz em maior liquidez e sustentação de valor. Empreendimentos que resolvem com precisão a relação entre arquitetura e natureza tendem a apresentar melhor desempenho mesmo em cenários mais seletivos.

Saiba mais sobre a Baggio Schiavon Arquitetura em www.bsa.com.br

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