Arquitetura e Urbanismo
Arquitetura que desperta sentidos transforma o modo de viver e trabalhar
Integração sensorial aplicada a projetos residenciais, corporativos e comerciais pode gerar percepção de valor, bem-estar e diferenciação no mercado Por Baggio Schiavon | Dia 29/10/2025
A arquitetura contemporânea vem incorporando estratégias sensoriais como ferramenta para qualificar a experiência dos usuários. Recursos relacionados a som, luz, aroma, textura e temperatura não apenas ampliam o conforto, como também agregam valor percebido em residenciais, empreendimentos comerciais e espaços corporativos.
Esse campo de atuação, muitas vezes explorado por marcas de luxo ou por projetos culturais, tornou-se estratégico também no mercado imobiliário. Incorporadoras e escritórios de arquitetura que dominam o repertório sensorial têm conquistado diferenciais de posicionamento e encantado um público cada vez mais exigente e conectado ao bem-estar.
Sentidos como estratégia
A experiência olfativa, por exemplo, já é amplamente utilizada em hotéis e boutiques internacionais. Mas começa a ganhar espaço também em lobbies residenciais e recepções corporativas, com essências exclusivas associadas à marca do edifício. O som, por sua vez, tornou-se protagonista em projetos acústicos de alta performance, como os apartamentos com vedação especial que reduzem o ruído urbano a níveis mínimos - o chamado “silêncio absoluto”, hoje considerado um ativo em grandes centros.
Em empreendimentos comerciais, a temperatura, os materiais e a iluminação são calibrados para criar atmosferas que estimulam a permanência e, consequentemente, o consumo. Já nos escritórios corporativos, espaços que envolvem os sentidos favorecem a produtividade, a criatividade e o engajamento das equipes.
Referências internacionais
O edifício The Scent of a City, idealizado pelo arquiteto japonês Kisho Kurokawa em Osaka, explora aromas como parte do projeto arquitetônico, ativando emoções distintas em cada andar. Já a sede da Bloomberg, em Londres, projetada por Norman Foster, é um exemplo de como a experiência sonora e tátil pode ser refinada: desde o chão que absorve impacto até os sistemas de ventilação que “sussurram”, tudo contribui para uma ambiência de foco e equilíbrio.

Outro case emblemático é o Il Sereno Hotel, às margens do Lago de Como, na Itália. Com projeto de Patricia Urquiola, o empreendimento traduz a identidade sensorial do lugar por meio de texturas naturais, cheiros de madeira úmida e sons d’água que ecoam pelos corredores, elevando a experiência do hóspede a outro patamar de memória afetiva.
Percepção ampliada como ativo imobiliário
Mais do que atributos subjetivos, os estímulos sensoriais se consolidam como ferramentas tangíveis de diferenciação e fidelização. Em um setor cada vez mais competitivo, a valorização dos sentidos se apresenta como um recurso consistente para gerar impacto, bem-estar e conexão.
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