Arquitetura e Urbanismo
Arquitetura que abre a cidade: edifícios que qualificam o espaço urbano
Projetos em Curitiba evidenciam como a integração entre arquitetura e paisagem urbana impacta a dinâmica da cidade e o valor dos empreendimentos Por Baggio Schiavon | Dia 24/03/2026
A relação entre edifício e cidade tem se consolidado como um dos principais critérios de qualidade na produção imobiliária contemporânea. A forma como o projeto se implanta, se abre para o entorno e organiza seus espaços de transição define não apenas a experiência do usuário, mas também a dinâmica urbana ao seu redor.
Em Curitiba, essa abordagem se materializa em projetos que tratam o térreo, as frentes urbanas e os espaços intermediários como parte ativa da cidade.
1. Arquitetura como estrutura urbana
A implantação passa a operar como elemento organizador do espaço coletivo. Frentes múltiplas, conexões entre vias e permeabilidade visual contribuem para qualificar a relação com o entorno.
O desenho do térreo assume papel estratégico ao concentrar fluxos, incentivar permanência e estabelecer continuidade entre espaço público e privado. Essa leitura impacta diretamente a vitalidade urbana e a percepção de segurança.
2. Gentilezas urbanas e segurança ativa
A qualificação do espaço urbano está diretamente associada a decisões projetuais precisas.
A iluminação, quando tratada com critério técnico, orienta percursos e reduz áreas de sombra. A presença de áreas de estar, vegetação planejada e fachadas ativas amplia a permanência e favorece a ocupação contínua.
Esses elementos configuram as chamadas gentilezas urbanas, que fortalecem o pertencimento e estimulam a vigilância natural entre os usuários.
Em Curitiba, o NEO Superquadra, assinado pela Baggio Schiavon Arquitetura (BSA), evidencia essa abordagem ao propor espaços de transição que qualificam a ambiência e contribuem para a segurança ativa no cotidiano.
3. Ativação urbana no uso comercial
Projetos comerciais bem implantados estruturam a relação com a rua e ampliam a permanência no espaço urbano.
Na esquina das ruas Vicente Machado e Brigadeiro Franco, o SPOT Compact Mall organiza 19 operações comerciais no térreo e consolida o endereço como ponto de encontro. A presença de áreas versáteis no pavimento superior, somada a um rooftop de 430 metros quadrados e salas de reunião disponíveis para locação, incorpora uma lógica de uso que articula trabalho, lazer e convivência.
Em outra frente urbana relevante, o Iguaçu 2820 adota o térreo como elemento de conexão com a cidade. A permeabilidade visual e a presença do uso comercial qualificam a relação com o entorno e contribuem para ressignificar a avenida como espaço de permanência.
4. Integração urbana no uso residencial
A lógica de ativação urbana também se aplica ao uso residencial quando o projeto considera o entorno como parte da experiência.
No AYA Carlos de Carvalho, implantado em um dos eixos que conectam o Centro ao Batel, a BSA explora um terreno de 3.389 m² com três testadas voltadas para importantes vias, potencializando a relação com a cidade. A volumetria se organiza a partir dos fluxos existentes, com uma torre de 70 metros de comprimento orientada para a Rua Visconde de Nácar.
No embasamento, o projeto prevê uma galeria comercial que conecta duas ruas centrais e amplia a circulação de pedestres, contribuindo para uma ocupação mais ativa do térreo. A fachada articula elementos verticais e horizontais e expressa a diversidade das tipologias residenciais, conectando identidade arquitetônica e leitura de produto.
5. Arquitetura como estratégia de valor
Projetos que consideram a relação com a cidade desde a concepção apresentam impacto direto na percepção do empreendimento, na qualificação do entorno e na sua permanência no tempo.
A articulação entre implantação, uso do térreo e desenho das fachadas consolida a arquitetura como agente ativo na construção da cidade.
Saiba mais sobre a Baggio Schiavon Arquitetura em www.bsa.com.br
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