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Arquitetura orientada pela jornada: projetar para quem usa, não apenas para quem vê
A experiência do usuário organiza o projeto e impacta diretamente o desempenho e o valor do edifício Por Baggio Schiavon | Dia 08/04/2026
Entre a vaga de garagem e o acesso ao hall de um edifício existe um percurso completo. E é nesse intervalo que grande parte da qualidade de um projeto arquitetônico se revela. A arquitetura que responde ao mercado imobiliário com consistência parte de um entendimento direto: o edifício precisa ser lido, percorrido e utilizado com clareza.
A experiência do usuário, nesse contexto é uma ferramenta de projeto que orienta decisões que impactam o cotidiano, a operação e a percepção de valor do empreendimento ao longo do tempo.
Leitura imediata do edifício
A primeira camada da experiência está na capacidade de o usuário compreender o espaço sem esforço. A organização dos acessos, a hierarquia entre entradas e a clareza dos percursos definem se o edifício acolhe ou confunde. Quando bem resolvida, essa leitura é quase automática.

Transição entre fluxos e acessos
A relação entre rua, garagem e hall exige precisão. Separar fluxos, evitar conflitos entre pedestres e veículos e reduzir deslocamentos desnecessários são decisões que qualificam o uso desde o primeiro contato.

Circulação vertical como estrutura do uso
Elevadores, escadas e halls intermediários organizam o ritmo do edifício. A quantidade, a localização e a distribuição desses elementos precisam responder à demanda real. Quando esse dimensionamento falha, o impacto é direto na rotina: espera, sobrecarga e perda de eficiência.

Áreas comuns com função clara
A qualidade das áreas compartilhadas está na aderência ao comportamento. Espaços que não encontram uso revelam um desalinhamento entre programa e realidade. Já ambientes que absorvem dinâmicas contemporâneas, como trabalho híbrido, ampliam a relevância do empreendimento sem depender de excessos.

Unidades pensadas para o cotidiano
Dentro das unidades, a experiência se consolida. Planta, iluminação, ventilação e organização dos ambientes precisam responder a rotinas reais. A clareza espacial e a eficiência técnica sustentam o uso ao longo do tempo e evitam adaptações posteriores.
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