A paisagem como fundamento da arquitetura

Quando a vegetação e a topografia se tornam protagonistas do projeto arquitetônico

A paisagem como fundamento da arquitetura

Ao longo da sua trajetória, a Baggio Schiavon Arquitetura construiu sua história fundamentada em projetos de diferentes escalas e tipologias. Nos condomínios horizontais, esse pensamento se torna ainda mais evidente, porque a paisagem deixa de enquadrar o projeto e passa a conduzi-lo. Quando o terreno reúne atributos naturais consolidados, como vegetação preservada, topografia acidentada e vistas de longa distância, esses elementos orientam a implantação, a distribuição dos volumes e o desenho dos ambientes.

Áreas Comuns Condomínio Le Vert

Essa abordagem orientou o projeto das áreas comuns do Le Vert, condomínio de alto padrão da Paysage Corpal, implantado em um dos pontos mais altos de Curitiba, entre araucárias preservadas e um bosque permanente. Em vez de impor uma ocupação ao terreno, o projeto valorizou as características naturais existentes para definir a implantação dos espaços de convivência e sua materialidade, fortalecendo a relação entre o ambiente construído e a paisagem.

“As áreas comuns foram projetadas respeitando as características do terreno. Pensamos em espaços confortáveis para atender os futuros moradores com ambientes voltados ao convívio, esporte e lazer, sempre valorizando a natureza já presente no local”, afirma Manuel Baggio Pereira, sócio da Baggio Schiavon Arquitetura.

Ateliê de projetos BSA - Manuel Baggio Pereira.

No Le Vert, salão de festas, academia, piscina coberta aquecida, quadra esportiva, parrilla gourmet e playground foram distribuídos para aproveitar as condições naturais do terreno e qualificar a experiência cotidiana dos moradores.

Camila Ribeiro, arquitetura Coordenadora do Projeto do Le Vert na BSA, ressalta a importância das características naturais do terreno e da região para a materialidade do projeto: “A beleza natural local nos orientou também na escolha dos revestimentos das fachadas, trazendo a materialidade de pedra, madeira e vidro para essa conexão entre o ambiente interno e o externo.”

A presença de cinco araucárias no terreno direcionou a ocupação das áreas comuns, criando espaços de convivência permeados pelo verde e caminhos orgânicos que os conectam entre si. Os ambientes dispõem de grandes planos de vidro, que emolduram a paisagem e ampliam a conexão com o entorno, favorecendo a vista privilegiada da região.

Foto das áreas comuns do Le Vert durante a entrega de chaves

“No desenvolvimento do projeto, consideramos a presença de araucárias no meio da área comum, para integrá-las aos dois blocos de recreação que o projeto tem. Elas fazem parte tanto do paisagismo, que fica na área externa, quanto das áreas internas do Le Vert.”, apresenta Aline Train, arquiteta do núcleo responsável pelo empreendimento da Paysage Corpal na BSA.

"Quando a natureza participa da concepção do projeto, ela influencia não apenas a implantação, mas também a forma como os ambientes se relacionam entre si e com o exterior. Essa leitura resulta em espaços mais adaptáveis, com melhor aproveitamento da área construída e uma experiência de morar mais conectada ao lugar", complementa Baggio.

Fotografias: Acervo BSA

Saiba mais sobre a Baggio Schiavon Arquitetura em www.bsa.com.br

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