Arquitetura

5 materiais futuristas que vão revolucionar a arquitetura

Conheça algumas novidades, que são fruto do trabalho dos pesquisadores, que devem ajudar a moldar os usos da arquitetura moderna no futuro.

Os cientistas constantemente estão em busca de soluções que sejam mais eficientes e que tenham um custo reduzido. Quando se trata de pensar em materiais futuristas para a arquitetura, são muitas as instituições que se aventuram em busca de novidades.

Neste artigo, falaremos sobre cinco materiais que estão sendo desenvolvidos pelos cientistas e que poderão estar presentes nas construções do futuro. Muitos ainda estão em fase de testes e não saíram dos laboratórios, mas ainda assim, as perspectivas que eles revelam são bastante animadoras.

1. Grafeno

Quem lê notícias em sites de tecnologia certamente já deve ter se deparado com alguma publicação relacionada ao grafeno. O material é considerado um item de múltiplas utilidades e é apontado pelos especialistas como algo tão revolucionário quanto o silício e o plástico foram para a humanidade.

Extremamente fino e leve, o grafeno é uma substância feita somente de carbono que é flexível, conduz eletricidade e é quase transparente. Suas aplicações práticas são potencialmente ilimitadas. As pesquisas relacionadas a ele renderam o Prêmio Nobel em Física de 2010. O grafeno pode ser usado em células solares, telas de celular, displays de cristal líquido, em tecnologias de dessalinização, materiais aeroespaciais, transistores, sensores químicos capazes de detectar explosivos.

2. Aerografite

O aerografite foi criado por duas universidades alemãs em 2012. Ele é obtido a partir de cristais de zinco em formas específicas colocados em um forno especial. As peças são revestidas por uma camada de carbono e são submetidas a gás hidrogênio. Todo esse processo deixa apenas o esqueleto do material e faz com que eles fiquem mais leves, mas sem perder a sua resistência.

® Universidade de Kiel

A título de comparação, pense em uma teia de aranha. É mais ou menos esse o aspecto do material. A grande vantagem é que ele pode ser 95% comprimido, voltando à sua forma original posteriormente. As suas aplicações ainda são uma novidade, mas ele pode estar em baterias de carros elétricos, nos sistemas de purificação de ar, na aviação e em satélites.

3. Concreto autorregenerativo

Imagine que uma parede de concreto possa ser capaz de se regenerar em caso de rachaduras. Cientistas da Universidade de Delft, na Holanda, usaram bactérias vivas misturadas ao concreto para criar uma estrutura capaz de selar automaticamente qualquer tipo de fissura. Essa bactéria é ativada em contato com a água.

® TUDelfl

Os testes ainda estão em fase inicial e o material desenvolvido ainda não recebeu um nome oficial. No entanto, se comprovada a sua eficácia, ele pode se tornar um componente importante para a construção de calçadas, fundações de edifícios e outras estruturas arquitetônicas.

4. Um material tipo osso, mais leve do que a água e mais forte que o aço

À primeira vista, essa descrição pode não parecer muito lógica, mas essa é a melhor forma de descrever esse novo material que ainda não tem um nome. A estrutura em questão foi desenvolvida pelo pesquisador Jens Bauer, do Instituto de Tecnologia de Karlsruhe, na Alemanha.

A estrutura dele se parece como a de um favo de mel e o material é menos denso do que a água e mais forte do que algumas formas de aço. Segundo o pesquisador, esse material poderá ser usado em estruturas armadas ou na construção de residências verticais ou horizontais.

5. Um material ultrafino que promete proteção contra objetos em alta velocidade

Por fim, a descrição desse outro material faz com que ele seja uma das apostas da indústria para deter projéteis. A pesquisa é liderada pelas universidades Rice e MIT, nos Estados Unidos. O material em questão é feito de uma forma alternativa de borracha e camadas envidraçadas com apenas 20 nanômetros de espessura.

Esse material é mais um que, ao menos por enquanto, não tem um nome comercial definido, mas já se prevê muitas utilizações dele: proteção de satélites contra meteoritos e lixo espacial, pás de turbinas mais resistentes e armaduras mais leves para policiais e soldados. A sua aplicação em residências é outra possibilidade.