Arquitetura

5 curiosidades sobre arquitetura sustentável que você precisa conhecer

Projetos que visem a harmonia entre o homem e o meio ambiente estão em alta e são hoje um dos nichos de mercado com maiores índices de crescimento.

É cada vez maior o número de projetos arquitetônicos cujas bases se assentam sobre a chamada arquitetura sustentável. O conceito é bastante simples: promover a harmonia entre o homem e o meio ambiente por meio da realização de projetos pensados com essa finalidade. Nesse caso, falamos desde a escolha dos materiais até os impactos da construção durante e depois das obras.

Como principal responsável pelas mudanças climáticas – segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), podemos afirmar com 95% de certeza que o homem é o principal responsável por elas -, cabe a todos nós buscar meios de minimizar impactos por meio de ações sustentáveis cada vez mais eficazes.

Você sabe onde a arquitetura sustentável entra nessa história? Listamos aqui cinco curiosidades sobre o tema para que você possa ampliar os seus conhecimentos e, quem sabe, passar a considerar esses ideais também nos seus projetos.

1. Trata-se de um conceito que na prática tem mais de um século

Embora o termo “arquitetura sustentável” tenha sido visto pela primeira vez durante os anos 70, podemos remeter as suas origens a um período muito anterior. Se levarmos em consideração as práticas de observação do clima e de aspectos da natureza na construção das edificações é possível encontrar exemplos, ainda tímidos e pouco organizados, ainda durante o período da Revolução Industrial.

Contudo, formalmente, trata-se de um conceito que foi desenvolvido ao longo do século XX e que cresceu em importância com o processo de explosão demográfica enfrentado pelas cidades. Foi nesse momento, com a urbanização do mundo, que o impacto ambiental se mostrou mais forte, daí a preocupação do ser humano e minimizar os impactos nocivos.

2. A arquitetura sustentável engloba três pilares amplos

Quando falamos em arquitetura sustentável, é preciso levar em consideração pelo menos três aspectos: o meio ambiente, a economia e os impactos sociais. Dessa forma, se engana quem acredita que a arquitetura sustentável se resuma a minimizar danos ao meio ambiente ocasionados em decorrência dos projetos arquitetônicos.

O desenvolvimento social e cultural do seu entorno, por exemplo, é algo que pode e deve ser considerado. Isso resulta ainda, diretamente, em impactos econômicos, que devem ser mensurados e previstos nos projetos. Ciclo de vida dos materiais utilizados, saúde dos trabalhadores na construção e até mesmo as condições de trabalho dos envolvidos durante a obra devem ser observados.

3. A arquitetura sustentável pode mudar uma cidade inteira

Um dos pontos mais interessantes da arquitetura sustentável é o fato de que cidades inteiras podem ser impactadas a partir de um simples projeto. Um exemplo é a técnica dos “telhados verdes”, que consiste no plantio de vegetais específicos no telhado de residências e edifícios. Essa solução, quando aplicada em larga escala, pode contribuir para diminuir a poluição de uma região como um todo.

Ou seja, trata-se de uma possibilidade que, quando prevista no plano diretor das cidades, pode incentivar arquitetos e engenheiros a desenvolverem trabalhos nesse sentido. Áreas onde o índice de urbanização é alto, por exemplo, podem se beneficiar de forma significativa dessas medidas. Não é toa que cada vez mais os escritórios de arquitetura buscam soluções que tenham a arquitetura sustentável como um dos seus princípios.

4. Quais problemas a arquitetura sustentável pode resolver?

Não se trata apenas de resolver problemas, mas sim de usar de forma inteligente e eficiente os recursos disponíveis. Quando falamos de uma construção sustentável, podemos elencar uma série de fatores que podem ser previstos ao longo do processo, resultando em um projeto que será mais econômico antes, durante e depois da obra.

Nesse cenário, falamos por exemplo de aproveitamento de recursos naturais, tomada de medidas para ampliar a eficiência energética, melhor gestão de água e resíduos, melhoria na qualidade do ar, uso racional de materiais, utilização de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis e reciclagem dos resíduos. A máxima de que “nada se perde, tudo se transforma” deve ser levada muito a sério.

5. Indicadores podem ser criados para monitorar o desempenho

Por fim, não podemos deixar de mencionar o fato de que a arquitetura sustentável compreende fatores que não se encerram na entrega de uma obra. É muito comum que grandes projetos venham acompanhados de índices de impacto ambiental, cujas métricas sejam constatadas periodicamente após a entrega do projeto.

Em outras palavras, trata-se de um trabalho contínuo, passível de aperfeiçoamento, que visa criar indicadores de forma que os resultados previstos possam ser monitorados. Nesse caso, não há uma fórmula pronta a ser seguida, pois cada edificação e cada região tem as suas particularidades. Entretanto, voltando ao princípio que citamos lá no início, a proposta é sempre aumentar a harmonia entre as ações do homem e a natureza.